Identifique-se Adicionar esta página aos Favoritos  
Página Principal
A Empresa
Calendário
Áreas de Atuação
Seja um professor
Fórum
Notícias
Login
Inscrições Online
Fale Conosco
Informativos
Ensino à distância


   07/05/2009 Abimaq defende desoneração de investimento

Fonte: Folha de São Paulo - SP

A expansão de 30% no faturamento da indústria de máquinas em março não pôs fim aos problemas do setor. O presidente da Abimaq (associação do setor), Luiz Aubert Neto, insiste em que o nível da atividade está baixo e que o setor pode demitir mais 50 mil pessoas nos próximos meses. Diante desse quadro, Aubert vai pedir ao governo ações para desonerar os investimentos na próxima reunião do grupo de monitoramento da crise, no dia 13.
Na ocasião, ele vai apresentar um estudo mostrando que o Brasil sofre um processo de desindustrialização. Segundo dados do FMI compilados pela Abimaq, a participação da indústria no PIB nacional caiu de cerca de 45% nos anos 1980 para 28% em 2005 (último dado disponível).
O levantamento também mostra que a taxa média de investimento do Brasil nesta década está abaixo da mundial. Enquanto o Brasil investiu o equivalente a 17,6% do PIB, a taxa mundial foi de 23,7%.
Para Aubert, o tripé juro alto, carga tributária elevada e câmbio valorizado é que prejudica o desenvolvimento da indústria brasileira.
"O Brasil é o único país que onera o investimento em máquinas. A carga tributária dos equipamentos chega a 30%", afirma Aubert.
A Abimaq já apresentou propostas ao governo para incentivar o setor, mas, até o momento, não recebeu resposta.
Uma delas é conceder o dobro de desconto nos depósitos compulsórios a bancos que liberarem crédito do BNDES a empresas. Por exemplo, a cada R$ 1.000 liberado, a instituição receberia um desconto de R$ 2.000 no compulsório.
Outra proposta é a de desoneração de impostos para todas as vendas de máquinas para a Petrobras. A Abimaq defende que os insumos para esses produtos também tenham isenção tributária, para estimular toda a cadeia produtiva.
Segundo Aubert, o motivo da sugestão é que as empresas brasileiras já perderam concorrências para fornecer equipamentos à estatal por não terem um preço competitivo. Com a iniciativa, Aubert estima que elas conseguiriam oferecer um preço até 35% menor que os concorrentes estrangeiros.

 



Voltar

Empresa do Grupo Fortes